Os minimercados autônomos instalados dentro de condomínios residenciais deixaram de ser uma novidade pontual para se tornarem tendência consolidada no mercado imobiliário brasileiro e principalmente em Goiânia. Os minimercados ou minimarkets, como também são chamados, estão em áreas pequenas, normalmente entre 5 a 30 m², com operação 24 horas e sistema de autoatendimento, essas lojas oferecem conveniência imediata e reforçam a percepção de modernidade do empreendimento, elevando seu valor de mercado.
Levantamentos nacionais apontam que a presença de um mini-mercado pode acrescentar de 5% a 10% ao preço de venda de um imóvel, o que pode significar até R$ 50 mil de valorização nominal. Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica indica que sete em cada dez compradores aceitariam pagar mais por empreendimentos que ofereçam o serviço.
54% dos empreendimentos lançados em Goiânia nos últimos dois anos já incorporam minimercados como amenidade padrão.
O Gaudí Residências, lançado na orla do Parque Vaca Brava, registrou valorização de 15% nas unidades em menos de um ano, com o minimercado e a estrutura para delivery entre os fatores mais citados por compradores. Essa adesão ocorre em um contexto de mercado altamente aquecido: apenas no primeiro trimestre de 2025, as vendas de imóveis na capital cresceram 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a demanda por projetos com diferenciais tangíveis.

O modelo, inspirado em conceitos como o Amazon Go, costuma funcionar por meio de parcerias com empresas especializadas que ficam responsáveis pela instalação, manutenção e reposição do estoque, o que reduz custos e riscos para o condomínio. Além de agregar valor e aumentar a atratividade do imóvel, a presença do minimercado tende a diminuir a rotatividade dos moradores e a facilitar a locação, especialmente em regiões com pouca oferta de comércio local ou trânsito intenso. Na maioria dos casos, o condomínio ainda pode gerar receita extra ao alugar o espaço para o minimercado e receber uma comissão sobre as vendas, o que pode contribuir para a redução da taxa condominial.
Para o investidor imobiliário, trata-se de um recurso de baixo custo relativo e alto impacto na valorização e liquidez, que já se mostra não apenas como tendência, mas como elemento competitivo obrigatório no cenário atual de Goiânia.






