Foto: “25.10.2026 – Lula é reeleito Presidente do Brasil” por Lula Oficial, CC BY-SA 4.0
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada em 25 de outubro de 2026, traz novas expectativas para o mercado financeiro, a construção civil e o setor imobiliário.
Independentemente das preferências políticas, acredito que o investidor precisa olhar além do resultado das urnas.
Afinal, governos passam, ciclos econômicos mudam e boas decisões patrimoniais precisam considerar o longo prazo.
O que podemos esperar do mercado financeiro?
O principal ponto de atenção será a trajetória de queda da taxa Selic nos próximos anos. Segundo o Relatório Focus do Banco Central, divulgado em 26 de outubro de 2026, o mercado financeiro projeta juros de 11,75% em 2027, 10% em 2028 e 10% em 2029, frente à taxa atual de 13,75% ao ano.
Na minha avaliação, esse movimento poderá estimular os financiamentos imobiliários, ampliar o poder de compra das famílias e aquecer ainda mais um mercado que já apresenta crescimento.
E os números reforçam essa perspectiva. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil comercializou 226.536 imóveis residenciais novos no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, mesmo com os juros elevados.
E quando olho especificamente para Goiânia, os números são ainda mais impressionantes. Segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), a capital comercializou 7.219 imóveis residenciais no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, quase oito vezes a média nacional. Foi o maior volume de vendas registrado em um único semestre na série histórica da pesquisa. Além disso, o estoque de imóveis disponíveis caiu 6%, demonstrando a força da demanda.
É justamente aí que vejo uma oportunidade para o investidor. Com financiamentos mais acessíveis, a demanda tende a aumentar e, nas regiões onde a oferta não acompanhar esse crescimento, os preços dos imóveis podem subir.
Quem adquirir um bom imóvel agora poderá se beneficiar desse possível novo ciclo de valorização entre 2027 e 2029.

O mercado imobiliário pode se beneficiar do novo mandato?
Além das perspectivas para os juros, alguns fatores podem favorecer o setor imobiliário nos próximos anos:
- Expansão do Minha Casa, Minha Vida: incentivo à construção de novas moradias e à ampliação do acesso à casa própria.
- Redução dos juros: possibilidade de financiamentos mais acessíveis, estimulando a compra de imóveis.
- Investimentos em infraestrutura: obras públicas e revitalizações urbanas que podem contribuir para a valorização de determinadas regiões.
- Fortalecimento da demanda habitacional: um mercado sustentado pela necessidade permanente de moradia.
- Maior interesse por imóveis de investimento: com juros menores, a renda fixa pode perder parte de sua atratividade relativa, favorecendo a procura por imóveis para locação e valorização patrimonial.
Na minha visão, o ponto mais interessante é que o setor imobiliário já apresenta crescimento antes mesmo de uma redução mais expressiva dos juros.
Se essa tendência de queda se confirmar, poderemos encontrar um mercado com mais compradores, maior volume de negócios e novas oportunidades de valorização.

Em tempos de incerteza, invista em imóveis!
Se para você os próximos quatro anos serão de incertezas no mercado financeiro, seja pelo resultado das eleições ou pelas dúvidas sobre os rumos da economia brasileira, quero chamar sua atenção para o mercado imobiliário.
Afinal, enquanto governos passam e o mercado financeiro atravessa diferentes ciclos, imóveis bem localizados continuam sendo uma das alternativas mais tradicionais para proteger e valorizar o patrimônio no longo prazo.
Ao longo de diferentes governos e crises econômicas, imóveis sempre demonstraram capacidade de preservar patrimônio e construir riqueza no longo prazo.
Enquanto aplicações financeiras podem sofrer com oscilações nas taxas de juros, na Bolsa e no câmbio, um imóvel oferece uma alternativa de diversificação, com características próprias de risco, liquidez e retorno.
Para mim, é isso que faz do investimento em tijolos uma estratégia tão importante para quem busca segurança patrimonial e crescimento no longo prazo.






